Crianças alérgicas nascendo aos montes e pessoas achando isso normal. Mas este é um questionamento de muitos pais, mães ou responsáveis que convivem com crianças alérgicas ou até mesmo que passam pela experiência de a criança já nascer alérgica.

 

Esse assunto sobre crianças alérgicas não estava na minha vida até ver minha irmã Valeska sofrendo tanto com seu filho Otto, ele nasceu muito alérgico e isso trouxe sofrimento tanto para ele quanto para minha irmã.

Hoje meu convite para você é conhecer um pouco mais sobre este universo, a fim de contribuir para a melhora da qualidade de vida da criança alérgica a qual você convive.

Entender as causas e tratamentos é sempre o melhor caminho para lidar melhor com tantas “ites” e outras denominações que na maioria das vezes tanto assusta, mas que é possível conviver.

 

crianças alérgicas

FOTO: INSTAGRAM DE INSPIRESSE MAMÃE

Crianças alérgicas: Descobrindo as razões

Com certeza nunca você ouviu falar tanto em alergias e intolerâncias quanto hoje em dia, não é mesmo? Mas o que será que mudou em relação há anos atrás, onde sempre se ouviu falar que todo mundo sempre comeu bem ou teve contato com o que são hoje considerados “componentes alergênicos” e viviam normalmente, com um organismo mais resistente do que nos dias atuais?

Antigamente a gente era alérgico a picada de insetos, como a princesa acima. Mas hoje? Hoje as crianças estão alércicas a tudo. Chega a ser estranho, nunca pensou nisso?

Para descobrir esta resposta em torno do crescimento do número de crianças alérgicas, muitas pesquisas têm sido feitas ao longo do tempo, mas o que já se sabe é que o principal fator que contribui consideravelmente para o crescimento dos casos de alergia e intolerâncias são as mudanças no estilo de vida das pessoas.

Nos dias atuais, nossa alimentação é predominantemente industrializada, devido à busca pela praticidade e falta de tempo. E pode ter certeza que a rica indústria alimentícia vai pagar muita pesquisa a favor dela e continuará nos enganando até quanto puder  : (

No entanto, é a nossa saúde que paga o preço dessa “praticidade”, tornando o nosso organismo mais “intoxicado” e suscetível às alergias alimentares. Além disso, somos bombardeados pelos alimentos geneticamente modificados que de nada sabemos os efeitos e pelos alimentos com agrotóxicos, que também enchem nosso organismo de substâncias alérgicas.

Quando se trata de alergia e intolerância alimentar, também se deve considerar a pré-disposição genética. É isto mesmo! Filhos de alérgicos têm 75% mais chances de se tornarem crianças alérgicas.  Outro fator que contribui para que o número de crianças alérgicas aumente cada vez mais é a introdução alimentar precoce. Muitas mães, movidas na maioria das vezes pela necessidade de voltarem ao mercado de trabalho, são orientadas a anteciparem o desmame do bebê, introduzindo novos alimentos precocemente, e isso acaba com a imunidade do bebê, levando-o a ser uma criança alérgica e com isso, um adulto alérgico no futuro.

 

crianças alérgicas

FOTO: MINHA DOCE SOSO

Já existem pesquisas que concluem que a introdução alimentar deve sim ter tempo correto para acontecer (somente após os 6 meses). Isso porque o intestino como o sistema imunológico passa por um processo de maturação. O que significa que o organismo da criança está se preparando para a correta digestão e absorção deste processo, pode tornar a criança alérgica ou intolerante, principalmente à APLV ou alergia a proteína do leite de vaca.

Isso porque o sistema imunológico do bebê, que ainda está em desenvolvimento pode reconhecer a proteína do leite de vaca como uma agressora, desencadeando a alergia. Por isso é essencial que a mãe mantenha o aleitamento materno exclusivo no mínimo até o 6º mês de vida, podendo se estender até o 2º ano de vida, dependendo da rotina.

Agora eu te pergunto: Você já ouviu falar naquela antiga recomendação da sua avó de que criança para ser saudável precisa ter contanto com a terra literalmente ficar com os pés no chão? Pois bem, essa é uma máxima que pesquisadores concordam plenamente. Isso porque o excesso de higiene pode ocasionar alterações no sistema imunológico da criança, tornando-a menos exposta a infeções, porém, ao mesmo tempo com um sistema imunológico menos preparado e mais suscetível a alergias.

 

Crianças alérgicas: O que fazer para protegê-las da forma correta?

Como você pode ver, quando se trata de alergias ou intolerância estas podem ter origem genética. Nestes casos, é inevitável que tenhamos que aprender a conviver com o problema. No entanto, alguns passos podem fazer toda diferença na rotina de quem convive com as alergias e intolerâncias alimentares como:

Passo 1. Tenha uma alimentação mais natural possível

Uma alimentação mais natural, que priorize a escolha de alimentos orgânicos, ou seja, livre de agrotóxicos já irá diminuir as chances do desenvolvimento de alergias, independente de que faixa etária você se encontra. Além disso, uma alimentação mais natural permite que você tenha uma maior qualidade de vida, por ajudar a prevenir doenças. Não ter ataques alérgicos na gravidez pode fazer com que seu bebê tenha menos chances de nascer alérgico ou seja, se você é alérgica ou intolerante a algum alimento não consuma ele na gravidez de forma nenhuma.

Vale a pena evitar:

  • Alimentos gordurosos demais;
  • Salgadinhos industrializados;
  • Refrigerantes de todo tipo;
  • Produtos industrializados em geral;
  • Doces que em sua maioria são ricos em corantes artificiais potencialmente alergênicos.

 

Passo 2. Verifique sempre o rótulo dos alimentos

crianças alérgicas

FOTO: VIDA DE GESTANTE E MÃE

Na dúvida, saiba que os alimentos com poder alérgico mais alto são:

 

  • O amendoim;
  • Soja;
  • Lactose;
  • Ovos;
  • Peixes;
  • Frutos do mar;
  • Glúten (trigo, centeio, cevada).

 

 

Além destes, estão envolvidos nos processos alérgicos:

  • Ácaros;
  • Cigarro;
  • Cheiros fortes;
  • Baratas (as fezes e substâncias presentes em seu corpo geram alergias).

 

Passo 3. Não negligencie ajuda médica

A alergia pode ser definida como a sensibilidade aumentada a certas substâncias a que a criança ou adulto é submetida. A alergia pode se manifestar em qualquer parte do corpo e/ou organismo como:

  • Olhos;
  • Pele;
  • Trato respiratório levando ao aparecimento das “ites” e/ou asma;
  • Trato gastrointestinal;
  • Em alguns casos extremos em todo o sistema do organismo, podendo levar à morte.
crianças alérgicas

FOTO: DRA PAULA FIGUEIROA

Por isso, é essencial que após a exposição a algum componente alérgico e a sensibilização do organismo a isto, você não negligencie a ajuda médica, estando grávida, amanentando ou não. Somente a correta avaliação médica e investigação através de exames poderão confirmar o diagnóstico de alergia, e oferecer o tratamento adequado.  E mais! Após a confirmação do diagnóstico de alergia de origem alimentar, busque pelo auxílio de um nutricionista. Este é o profissional mais capacitado para adequar a alimentação da mamãe e da criança alérgica, trazendo muito mais qualidade de vida para ambos.

Estas foram nossas dicas de como lidar com crianças alérgicas, mas elas podem ser perfeitamente aproveitadas por você adulto que também sofre com este problema de saúde, que está se tornando cada vez mais comum entre a população brasileira. Se você gostou desse tipo de artigo, comente para que nós possamos fazer trazer mais assuntos como este. Nos conte também se você sofre com alguma alergia e como faz para evitar as crises. Amamos saber mais de sua vida e esperamos poder te ajudar a ter menos sofrimento com esse grave problema :  /

 

Até a próxima!

 

Por Que Estão Nascendo Tantas Crianças Alérgicas?
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