Quando pensamos em controlar a doença celíaca, geralmente pensamos em comida – pessoas com a doença não devem comer nada que contenha glúten.

Mas agora podemos dizer que não só a restrição alimentar é um caminho, como a ginástica também pode desempenhar um papel no gerenciamento da condição.

O que é a doença celíaca e quais são seus tipos?

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Foto: VEJA

Algumas pessoas mantêm uma dieta livre de glúten por conta própria, como a dieta low carb e cetogênica. Para quem tem doença celíaca, essa é uma obrigação.

Cerca de mais de 2 milhões de brasileiros possuem um distúrbio autoimune que é desencadeado quando eles comem glúten. Ela é chamada de doença celíaca.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, cevada, centeio e outros grãos. É a proteína que torna a massa elástica e dá ao pão sua textura mastigável. É encontrada em pães, macarrão e em outros diversos alimentos.

Mas quando alguém com doença celíaca come algo com glúten, seu corpo exagera na proteína e danifica suas vilosidades. Estas são projeções semelhantes a dedos muito pequenas encontradas ao longo da parede do intestino delgado.

Quando as vilosidades são lesadas, o intestino delgado não consegue absorver adequadamente os nutrientes dos alimentos.

Eventualmente, isso pode levar à desnutrição, perda de densidade óssea, abortos, infertilidade – até mesmo ao início de doenças neurológicas ou certos tipos de câncer.

Existem três tipos principais de doença celíaca. Abaixo vamos comentar brevemente sobre cada um.

Doença celíaca clássica

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Foto: SCHAR

A forma clássica da doença é caracterizada por sintomas graves de má absorção:

  • Diarreia;
  • Esteatorreia;
  • Deficiências de vitamina solúvel em lipídios, de ferro, de cálcio e de ácido fólico;
  • Alterações de humor;
  • Perda de apetite;
  • Retardamento do crescimento.

Esta forma é a apresentação característica de crianças de 9 a 24 meses. O caráter da criança muda para irritabilidade, apatia, introversão e até depressão.

Após três anos, fezes moles, baixa estatura, anemias deficientes em ferro resistentes ao tratamento e alterações de caracteres são frequentes.

Quando a doença progride sem tratamento, particularmente em crianças entre um e dois anos, pode aparecer formas graves (crise celíaca).

Da adolescência e adultos, os sintomas clínicos da doença celíaca são mais latentes e os sintomas digestivos estão ausentes ou ocupam um lugar secundário.

A característica clínica nesta idade é a dor abdominal, geralmente de cólica e tipo recorrente. Acompanha inchaço flutuante, dispepsia ou indigestão. Também existem os sintomas do refluxo gastroesofágico (tais como azia e regurgitação) e hábito intestinal alterada, muitas vezes à constipação.

Doença celíaca não clássica

Atualmente, é a forma mais frequente de doença celíaca tanto na idade adulta quanto em pacientes pediátricos. Pode apresentar sintomas intestinais e/ou extra intestinais.

O espectro histológico é variável, desde a enterite linfocítica até a atrofia total e a porcentagem de positividade dos autos anticorpos séricos é variável (15 a 100 por cento) e depende da gravidade histológica.

Doença celíaca assintomática

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Foto: PEXELS

Não há manifestações clínicas, mas lesões histológicas características (incluindo atrofia das vilosidades). Esses casos geralmente são descobertos por uma determinação de marcadores séricos indicados por suspeita clínica ou pertencente a um dos grupos de risco.

Sintomas e diagnostico

O diagnóstico da doença celíaca é complicado, pois muitos dos seus sintomas são comuns a outras doenças relacionadas ao sistema digestivo.

A grande variabilidade dos sintomas dificulta a precocidade diagnóstica. O diagnóstico baseia-se na presença de um ou mais dos sintomas relacionados ao envolvimento intestinal ou de qualquer dos órgãos ou sistemas associados.

Assim como na determinação de marcadores sorológicos, marcadores genéticos, achados de biópsia intestinal e resposta à dieta sem glúten.

Entre os marcadores serológicos mais utilizados é a determinação de anti transglutaminase de tecido. Estas são positivas na presença de atrofia das vilosidades intestinais anticorpos, mas são muitas vezes negativos na ausência da mesma.

Portanto, o seu valor de diagnóstico diminui significativamente em formas leves ou moderadas, como geralmente acontece em adultos. A biópsia intestinal que ainda é considerada o padrão ouro para o diagnóstico da doença celíaca

Na presença de casos de fronteira com sorologia negativa, recomenda-se a introdução de um glúten – dieta livre durante pelo menos 6 meses. Assim pode se fazer uma monitorização clínica e laboratorial para observar a resposta de modo que pode ajudar no diagnóstico.

Como a ginástica pode ajudar

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Foto: PEXELS

É muito importante suplementar a dieta dos celíacos com atividade física. A ginástica possui diversos benefícios que os portadores da doença celíaca podem aproveitar.

Todos podem, de acordo com sua habilidade, realizar exercícios de baixa intensidade (como caminhar) pelo menos duas ou três vezes por semana. Contribuem para aumentar a força muscular, flexibilidade e mobilidade articular.

Os exercícios aeróbicos, como correr rápido, correr, nadar, andar de bicicleta ou dançar, são caracterizados por serem ritmados e sustentados ao longo do tempo.

Eles usam grandes grupos musculares, especialmente os das pernas, e permitem uma melhor oxigenação do corpo e um bom relaxamento dos vasos sanguíneos.

  • Previne a obesidade.
  • Fortalece os músculos.
  • Melhora a autoestima.
  • Você se sente e parece saudável e com mais energia.
  • Melhora a circulação.
  • Reduz os níveis de ansiedade e previne estados depressivos.
  • Reduz a dor nas costas.
  • Alivia a síndrome pré-menstrual.
  • Melhora o sistema imunológico.
  • Melhora o sono.
  • Melhora o equilíbrio e a coordenação e previne quedas.
  • Melhora a postura e flexibilidade.
  • Reduz o risco de doença cardíaca.
  • Reduza a pressão arterial.
  • Reduz os níveis de triglicerídeos.
  • Reduza o risco de doença de Alzheimer.
  • Reduz o risco de câncer de cólon e mama.
  • Previne e melhora a diabetes.
  • Previne e melhora a osteoporose.
  • Ajuda você a viver mais e melhor.

Para todas as idades, é aconselhável escolher um tipo de ginástica que permite a adesão e a continuidade ao longo do tempo.

Aproveite os benefícios da ginástica!

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Foto: VISA TX

É de fundamental importância estar bem hidratado antes, durante e após a prática de atividade física, já que grandes quantidades de água são perdidas pela transpiração.

Ginástica e qualquer exercício físico é sempre bem-vindo, tanto para quem tem a doença celíaca, quanto para quem não tem. No entanto, sempre devemos ressaltar uma questão: consultar o médico antes é essencial.

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Doença celíaca: Ginástica ajuda celíacos a viverem melhor
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