Atualmente, as informações sobre nutrição e saúde podem sofrer mudanças rapidamente com o avanço das pesquisas cientificas. O que dizia-se fazer bem ontem, hoje já pode ser visto com outros olhos. E como você fica no meio de tanta informação? Perdida, certamente. Nesse artigo escrito pela nutricionista Bruna Bosco, vamos falar sobre a polêmica do óleo de coco, com base em estudos científicos recentes e não com base somente em nossa opinião.

Recentemente, circulou na internet um vídeo onde uma professora de Harvard, Karin Michels, critica o óleo de coco chamando-o de “veneno puro” e afirmou ser “um dos piores alimentos” por se tratar de uma gordura saturada. Mas, será que isso é o suficiente para colocar em dúvida seus já comprovados benefícios?

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Sobre as gorduras saturadas

Como a maior crítica da autora é sobre a gordura saturada, vamos falar um pouco sobre ela.

Nenhum estudo com alto nível de evidencia cientifica diz que a gordura saturada é problema. Neste estudo mostra que não há evidencias suficientes para dizer que a gordura saturada da dieta seja associada com o aumento da doença cardíaca ou AVC.

Aqui, este estudo conclui que as evidencias atuais não comprovam às diretrizes cardiovasculares que orientam o baixo consumo de gorduras saturadas.

Um estudo completo, divulgado na revista Annals of Internal Medicine, diz neste artigo  que não existem evidências de que a gordura saturada aumente o risco de doenças cardiovasculares, além de que também não existem evidências sólidas de que gorduras insaturadas protejam contra doenças cardíacas (óleos de milho, soja, margarinas vegetais, óleo de algodão, girassol, arroz, canola, etc.).

Outro ponto interessante desse estudo em questão é a afirmação do que já sabíamos: as gorduras trans são as que realmente fazem mal (margarinas, bolachas!). O estudo ainda conclui que a gordura saturada pode aumentar o colesterol LDL (mais conhecido como colesterol ruim), mas aumenta também o colesterol HDL (o colesterol bom), e o tipo de LDL que a gordura saturada aumenta transforma-se em um LDL que não é propenso a se acumular nas artérias. Recomendamos que leia esse estudo, pois ele é muito esclarecedor.

Se ainda tem dúvidas, um outro estudo mostrou os efeitos de substituir a manteiga por óleo de milho, ou seja, substituir a gordura saturada por gordura insaturada e o resultado você já deve imaginar. Este outro artigo publicado no British Medical Journal, mostra que todos os dados cientificamente relevantes sobre o consumo de gordura saturada e doenças cardíacas não mostram combinação significativa entre gordura saturada e risco cardiovascular.

Outros componentes do óleo de coco

Então, o óleo de coco não fará mal por ser uma gordura saturada, uma vez que que não existem associação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares, nem com mortalidade. Cerca de 65% do óleo de coco é constituído por TCM (triglicerídeos de cadeia média). Os TCM são gorduras mais fáceis de serem quebradas pelo nosso organismo para serem usadas como energia, ao contrário das gorduras de cadeia longa (é uma ótima opção de gordura para dieta cetogênica e low carb).

Cerca de 50% desses TCM é composto pelo ácido láurico. Estudos mostram que o ácido láurico é altamente positivo sobre o perfil lipídico, representado pela redução da relação colesterol total/HDL, como você pode observar nesse estudo do The American Journal of Clinical Nutrition.

Outro nutriente presente no óleo de coco é a vitamina E. Este nutriente é a principal vitamina antioxidante transportada na corrente sanguínea. Vitamina extremante importante no transporte das gorduras pelo sangue, além de outros benefícios.

A nível de curiosidade, existe um estudo, já antigo, que mostra populações com alto consumo de gordura de coco com uma boa saúde e baixa morbidade cardiovascular.

Conclusão

É importante observar que nenhum dos estudos mencionados aqui, confirma que consumir uma grande quantidade de gordura saturada pura seja saudável. O que os estudos mostram é que fugir dela, trocando-as por óleos vegetais refinados, é uma péssima troca.

E então, o óleo de coco pode ser usado? Claro que sim, mas lembre-se que ele é um alimento e não um remédio. É exatamente aí que as pessoas fazem confusão – estamos falando de comida e não de um alimento milagroso, a afirmação de que o “óleo de coco emagrece”, é pura mentira.

Temos alguns artigos sobre isso, onde você pode ver…

Aqui..

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Enfim, entenda que nenhum alimento sozinho emagrece. E como você pode observar, nenhuma das pesquisas citadas nesse artigo, dá a entender que o óleo de coco deve ser consumido com o objetivo de emagrecer.

Outro ponto importante é que o óleo de coco não cura doenças, pois como já dizemos, ele não é um remédio e sim um alimento, não adianta você tomar óleo de coco todos os dias e não melhorar a sua alimentação como um todo, pois não resolverá seus problemas. Mas se você usa o óleo de coco com moderação, alternando com o uso de outras gorduras naturais, não existe nenhum problema, até porque você aproveitará seus benefícios antixoxidantes, antifúngicos e possui os TCMs (triglicerídeos de cadeia média).

A dica é a seguinte: use o óleo de coco com moderação, se você quiser e gostar. Só não precisa estragar seu café com óleo de coco (ao menos que você goste).

Algumas outras referências científicas sobre o óleo de coco

Aqui…

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O povo está realmente ‘perecendo por falta de conhecimento’. Mas que bom que você está nos seguindo e acompanhando o que realmente acontece neste mundo que já deveria estar bem desvendado há tempos. Se somos o que comemos, precisamos saber de tudo sobre isso, você não acha? Compartilhe este post com quem você quer bem, e nos siga no instagram.

Veja também estes artigos: 8 Benefícios Do Morango Que Você Deveria Estar Utilizando

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Óleo de coco é “veneno puro” diz professora de Harvard
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