Se você chegou até aqui, é porque é uma pessoa que se preocupa com a saúde e bem estar. Pensando nisso, hoje vamos falar sobre qual o melhor a escolher, peixes do mar ou peixes do rio. Qual o melhor em todos os sentidos. Confira a seguir!

Riscos de se comer peixe. Mercúrio e metais pesados.

Todos sabemos que o peixe é um dos alimentos mais consumidos do planeta e está incluído na maior parte das dietas “saudáveis” que existem por aí. É também consumido em grandes quantidades por atletas, fisiculturistas, modelos e adeptos do estilo de vida fitness e existem bons motivos para isso.

Afinal de contas o óleo de peixe pode melhorar a composição corporal. Porém, o que pouca gente sabe é que o consumo de alguns tipos de peixe pode ser bastante prejudicial.

Isso porque os peixes e, também, outros frutos do mar podem sofrer contaminação. Especialmente por metais pesados como o Cobre, Chumbo, Mercúrio, Arsênio e Cádmio. E o consumo excessivo desses metais pesados é prejudicial, por sobrecarregar o trabalho hepático e atrapalhar o funcionamento equilibrado do organismo.

Desses metais pesados nocivos o mercúrio é o mais presente nas águas e o que apresenta maior grau de toxicidade. A contaminação acontece da seguinte forma: o mercúrio é lançado na atmosfera, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, e acaba sendo depositado nas águas pelos ventos ou chuva.

peixes do mar

A maioria dos frutos e peixes do mar são contaminados por ele. E a quantidade de mercúrio presente nos peixes varia de acordo com o tamanho, o habitat, a alimentação e a idade do peixe. E esses são fatores que influenciam no nível de mercúrio.

Os peixes predatórios, ou seja, aqueles que comem outros peixes e estão no topo da cadeia alimentar, possuem mais tendência a ter um maior nível de mercúrio. Pois a cada peixe que ele come o nível de mercúrio sobe gradativamente.

O consumo excessivo de frutos e peixes do mar contaminados com mercúrio pode levar ao acúmulo desse metal no organismo humano e ter como consequências:

  • Alterações no sistema nervoso central como delírios, alucinações, tendências suicidas;
  • Queda de imunidade;
  • Alterações renais;
  • Esse consumo excessivo também parece estar associado a algumas doenças degenerativas.

O que devemos evitar?

Basicamente, devemos evitar os peixes maiores e que ocupam a parte mais alta da cadeia alimentar. Pois como falamos a pouco, o nível de mercúrio no seu corpo aumenta a cada peixe que come. Portanto vamos evitar:

  1. Cação
  2. Tucunaré
  3. Pescada branca
  4. Tainha
  5. Cavala
  6. Garoupa
  7. Arenque

Também devemos evitar os camarão e sururus que, por sua característica filtrante, podem absorver grande parte das impurezas da água.

Alguns peixes devem ter a preferência na sua mesa:

  • Sardinha
  • Salmão
  • Truta
  • Pintado
  • Bacalhau
  • Atum
  • Namorado
  • Robalo
  • Badejo

peixes do mar

Além dos benefícios já citados, esses peixes possuem uma característica em comum: são de água fria e contêm ômega 3. Este, por sua vez, possui ação anti-inflamatória e está associado à prevenção de diversas doenças, como cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes. Além de contribuir para a redução de colesterol ruim e aumento do colesterol bom.

Peixes do mar, como namorado, robalo, entre outros, também são boa opção pela alta concentração de ômega 3. Que, além de ser um potente anti-inflamatório, age reparando danos de células e tecidos no organismo. Além de ajudar a função cognitiva, melhora a qualidade do sono, a pressão arterial e reduz sintomas da TPM.

A sardinha por sua vez, além de ser rica em ômega 3, apresenta bons níveis de vitamina D. Responsável, entre tantas funções, pela saúde óssea.

Agora você tem boas orientações para optar pelos melhores tipos de peixes e evitar o consumo excessivo daqueles que podem oferecer mais riscos à sua saúde.

Peixes do mar ou peixes do rio: Os benefícios da carne do peixe

Agora que o susto passou, e já sabemos escolher sem risco o que colocar na nossa mesa, é essencial reforçar agora para você os benefícios deste alimento. Vamos lá!

  1. É rico em Ômega 3

O Ômega 3 é um ácido graxo essencial e com ação antioxidante, que ajuda a combater os radicais livres, tornando-se um aliado contra o envelhecimento precoce.

Além disso, o Ômega 3 ajuda a manter a concentração e a saúde da memória, ajudando a prevenir doenças como o Mal de Alzheimer e Doença de Parkson.

E mais! Este ácido graxo ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares, por sua ação anti-inflamatória reduzindo a quantidade de gordura circulante no sangue.

  1. É um aliado contra depressão

Já existem pesquisas comprovando que o Ômega 3, presente principalmente em peixes do mar gordos como:

  • Salmão;
  • Atum;
  • Bacalhau

Ajuda a combater a depressão. Isto porque este ácido graxo auxilia no equilíbrio hormonal, o que resulta em sensação de bem estar.

  1. Reforça o sistema imunológico e previne doenças autoimunes

Alguns estudos demonstram que o óleo de peixe é um forte aliado na prevenção de doenças autoimunes, como por exemplo, o diabetes tipo I.

Neste tipo de diabetes, as células de defesa do corpo passam a atacar as células do pâncreas, resultando em deficiência na produção de insulina.

Segundo pesquisadores, este benefício é possível não só pela quantidade de Ômega 3 que o alimento possui como também de vitamina D.

  1. Protetor da visão

Estudos comprovam que o consumo regular de peixe de até 3 vezes por semana, é capaz de proteger a visão de problemas degenerativos.

  1. Melhora a qualidade do sono

Você sabia que a falta de vitamina D no organismo, pode levar a noites mal dormidas? É isto mesmo! A deficiência de vitamina D leva à insônia.

Pensando nisso, pesquisadores desenvolveram alguns estudos, que concluíram que o consumo de peixe por até 3 vezes na semana, melhora de forma significativa a que alidade do sono, principalmente em mulheres de meia idade.

Qual o melhor: peixes do rio ou do mar? Desvendando o segredo

Como você pode ver, o consumo de peixe como parte de uma dieta equilibrada, traz muitos benefícios para saúde. Mas será que qualquer tipo de peixe é aliado da boa saúde? É o que você vai descobrir a partir de agora.

Tanto o peixes do rio (água doce), como os peixes do mar (água salgada) tem alto valor nutricional. No entanto, dependendo da espécie a composição difere um pouco de um para o outro, onde podemos destacar como principal diferença a concentração de Ômega 3.

Sim! Os peixes do mar apresentam uma maior quantidade de Ômega 3 (a gordura do bem). O Ômega 3 é uma gordura que o organismo não produz e que, portanto precisa vir através da alimentação.

Veja também: Conheça o ômega 3 do óleo de Krill

Valor nutricional dos peixes do rio

Peixes do rio (água doce) como Tilápia, Pintado, Truta e Pirarucu, contém muitas vitaminas e minerais como selênio, fósforo, potássio, vitamina B12; niacina, vitamina B6. Fazendo com que você tenha mais resistência física, prevenindo a aparecimento de muitas doenças.

Todas estas vitaminas e minerais são importantes para o seu organismo. As vitaminas B6, por exemplo, atuam acelerando o metabolismo, o que favorece o emagrecimento.

Além de serem menores que os peixes do mar, os peixes do rio tem uma maior quantidade de gordura. E um sabor característico de “terra”, que algumas pessoas apreciam e outras não. Tudo é uma questão de paladar.

Valor nutricional dos peixes do mar

Peixes do mar como Salmão, Pescada, Badejo, Robalo, Bacalhau e Atum, são maiores quando comparados aos peixes de água doce. Mais ativos, tem uma carne mais leve com menor quantidade de gordura.

Outro grande diferencial dos peixes do mar, em relação aos de água doce, é o iodo. Importante mineral par ao bom funcionamento da tireoide e consequentemente para o metabolismo.

Além do iodo, outro mineral que tem uma quantidade significativa nos peixes de mar é o selênio, que também participa do equilíbrio do funcionamento da tireoide.

Isso porque o selênio é responsável por transformar o T4 em T3, que é o hormônio que vai regular todas as funções do organismo. Além disso, o selênio tem ação antioxidante, protegendo a tireoide da ação dos radicais livres.

Este tipo de peixe concentra ainda grande quantidade de:

  • Cálcio;
  • Fósforo;
  • Cobalto;
  • Vitamina A;
  • Vitamina B;
  • Vitamina D, que em conjunto com o cálcio ajuda no fortalecimento dos ossos e fortifica os dentes.

Peixe é saudável, mas qual a melhor forma de preparo?

O peixe é sem dúvida uma opção saudável para compor seu cardápio, por ser rico em nutrientes importantes para o bom funcionamento do seu corpo.

Mas para que você possa aproveitar os benefícios dos peixes da melhor forma, seja ele do mar ou do rio, é importante selecionar a melhor forma de preparo. As melhores formas de preparo são assados e grelhados.

Peixe do mar ou rio X Mercúrio: Quais os cuidados?

Hoje em dia, a população tem tido cada vez mais informação a respeito de saúde e qualidade de vida. Neste panorama, as pessoas sabem que o consumo regular de peixe é saudável.

Mas ainda surge dúvida a respeito da quantidade de mercúrio que os peixes podem ter intrínsecos em sua carne e no quanto isso pode ser prejudicial à saúde. Pois bem, é hora de esclarecer suas dúvidas a respeito do assunto, através das informações que trouxemos.

O mercúrio (Hg) é um metal encontrado naturalmente no ar, no solo e na água. No entanto, algumas ações do homem como a queima de carvão mineral e algumas atitudes de mineração tem contribuído para aumentar a contaminação ambiental.

peixes do mar

Este metal é responsável por contaminar toda a cadeia alimentar. No entanto, os peixes carnívoros do topo da cadeia é que apresentam maiores concentrações de metilmercúrio. Quando você inclui estes peixes no cardápio, corre o risco de ter uma intoxicação do organismo, por conta de altas doses do metal.

Mas como saber quais são os peixes com maior concentração de mercúrio?

Como nosso maior objetivo é te auxiliar a ter mais saúde no seu dia-a-dia através da escolha correta sobre qual melhor peixe escolher, separamos uma lista dos peixes com maior quantidade do metal. Assim você poderá selecionar os melhores para compor o cardápio. Anote:

Peixes com maior quantidade de mercúrio

  • Tubarão;
  • Peixe espada;
  • Agulha;
  • Corvina (do pacífico);
  • Enguia americana;
  • Bacalhau negro;
  • Robalo chileno;
  • Atum;
  • Cação.

Peixes com quantidade moderada de mercúrio

  • Carpa;
  • Lagosta;
  • Tamboril;
  • Peixe Búfalo.

Peixes com menor quantidade de mercúrio

  • Anchovas;
  • Bagre;
  • Salmão;
  • Sardinha;
  • Tilápia;
  • Abadejo;
  • Truta;
  • Moluscos como ostras, lulas e vieiras;
  • Crustáceos como o camarão.

O que é importante você saber é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tem todo um controle para que chegue à sua mesa o melhor peixe, com a menor quantidade de mercúrio possível. Criando uma portaria com a concentração máxima de mercúrio em peixes. Sendo:

  • 1 mg/kg em peixes predadores;
  • 0,5mg/kg em peixes não predadores.

Caso estes valores sejam ultrapassados, o lote de peixes contaminado é apreendido.

E mais! Para você que ainda tem dúvidas sobre qual melhor peixe oferecer a sua família, saiba que já existem estudos que comprovam que a quantidade de Ômega 3 presente. Principalmente nos peixes do mar, que são capazes de combater a ação do mercúrio no organismo, por ter propriedades anti-inflamatórias.

Consumo de peixes X gravidez: Quais os cuidados?

Uma coisa é certa: Tanto o peixe do rio como o peixe do mar, tem alto valor nutricional, sendo essencial para o equilíbrio da alimentação inclusive das gestantes. O cuidado maior das grávidas em relação ao consumo de peixe deve ser com a alta concentração de mercúrio em alguns peixes, como os já listados aqui. Devendo dar preferência aos de menor quantidade possível do metal.

Isso porque quando o metal estiver em excesso no organismo da mãe, este passa para o feto através da placenta, levando a um comprometimento do desenvolvimento neurológico. Além disso, é importante evitar o consumo de peixe cru, devido a possível contaminação por bactérias, causadoras de intoxicação alimentar.

No mais, a gestante pode e deve incluir peixe no cardápio, para que mãe e filho aproveitem todos os benefícios deste alimento que é completo em nutrientes. Além de ser prático e de fácil digestão.

Peixe: O quanto consumir?

Independente de qual seja o melhor peixe, seja ele doce ou de água salgada, o ideal é consumi-lo de 2 a 3 vezes por semana, em uma porção de até 140 gramas.

Tenho certeza que você não sabia de tanta informação valiosa, não é mesmo?  Mas me diz, você conseguiu esclarecer todas as suas dúvidas a respeito de qual é o melhor peixe para compor o cardápio e ganhar ainda mais saúde?

Se sim, não deixe de comentar e compartilhar com os amigos e familiares que amam comer aquela moqueca ou peixinho delícia. Quando você compartilha esse tipo de informação, está fazendo parte da corrente do bem do Balança Certa, ajudando as pessoas a terem mais saúde e longevidade  : )

Super beijo e até a próxima!

LovLud

Peixes do mar ou peixes do rio: Qual o melhor?
5 (100%) 1 vote

Nenhum comentário para "Peixes do mar ou peixes do rio: Qual o melhor?"

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    WhatsApp chat